sexta-feira, 11 de março de 2016

As qualidades textuais nos diferentes gêneros virtuais 


        As transformações que a internet trouxe para a relação leitura-escrita e como os gêneros digitais (e-mail, chat, fórum, MSN, blog, redes sociais de relacionamentos, etc.) que podem ser utilizados visando um ensino de leitura mais crítico e uma produção de texto mais contextualizada são impressionantes. Percebe-se um caráter cada vez mais interativo na forma como se apresenta esse texto no ciberespaço se expandindo para um conceito comumente chamado de hipertexto. Segundo XAVIER (2004, p.171), o hipertexto pode ser entendido como uma “forma híbrida, dinâmica e flexível de linguagem que dialoga como outras interfaces semióticas que adiciona e condicionam a sua superfície formas outras de textualidade”. 
     Para que os diferentes gêneros textuais virtuais, que crescem de forma exponencial no ciberespaço, possam contribuir de forma a potencializar o ensino-aprendizado deve romper a barreira dos moldes tradicionais em que o texto representava uma fonte estática e não interativa passando a ser dinâmico, atualizável, permitindo ao leitor ser ativo em sua construção. Nesse contexto o conhecimento passa a ser um produto construído coletivamente de forma colaborativa. 
        A percepção cognitiva através dessa linguagem que extrapola ou meios tradicionais da dicotomia leitura-escrita nos trás uma nova construção discursiva com a criação de códigos e novas terminologias mais também características específicas como clareza, coesão e rapidez, usando também a linguagem não verbal como, por exemplo, os emoticons que expressa emoções diversas, som (músicas de todos os estilos) principalmente nas redes sociais de relacionamentos.
            Diante do que foi exposto, podemos perceber que todos os gêneros se apropriam de linguagem de acordo com o objetivo e ambiente, podendo se ajustar a cada necessidade, com isso, vê-se a grande necessidade da escola não se fechar ao mundo tecnológico, mas sim ampliar sua capacidade de percepção aproveitando de forma pedagógica todos os recursos, não só da composição textual dos gêneros digitais, mas também de seu funcionamento que permitirá avançar no estudo da língua como um lugar de interação humana. Por isso se faz urgente mudança de postura do professor, tornando-se assim mediador, “coordenador de roteiros seguros e eficientes para a construção do conhecimento aluno-navegante”.

 REFERÊNCIAS
 MARCUSCHI, Luiz Antônio. O hipertexto como novo espaço de escrita em sala de aula. In: Linguagem e Ensino, vol. 4, nº 1, 2001, p. 79-111. LÉVY, Pierre. O que é Virtual, trad. São Paulo, 1996 _ Inteligência Coletiva. São Paulo. 1998. XAVIER, Antônio C. Gêneros textuais emergentes no contexto da tecnologia digital. In: Hipertexto e gêneros digitais. Rio de Janeiro: Lucerna, 2005.

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